Obscure RockMedia Center · 60s & 70s
Capa do álbum A Barca do Sol do grupo A Barca do Sol, lançado em 1974
Vinyl LP, Album

A Barca do SolA Barca do Sol · 1974

Lançado em 1974 pela Continental, A Barca do Sol é um dos ápices do progressive folk brasileiro. Produzido por Egberto Gismonti (que toca sintetizador no LP), o álbum conjuga arranjos camerísticos de violoncelo, violino e flauta a violões, percussões brasileiras e jazz, criando uma sonoridade de refinamento ímpar.

Ano
1974
Gravadora
Continental
Faixas
11 faixas
Duração
38:10

Faixas do álbum (11)

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Side A

Side B

Contexto histórico

Gravado no Rio de Janeiro em 1974 sob a produção de Egberto Gismonti, o disco marcou o início da trajetória de mestres da música brasileira como Jaques Morelenbaum e Nando Carneiro, dialogando com o som do Clube da Esquina e do Som Imaginário.

Destaques musicais

  • Lady Jane: A faixa mais emblemática e poética do grupo, sucesso nas rádios setentistas com arranjo acústico e melodia inesquecível.
  • A Primeira Batalha: Abertura imersiva estabelecendo a linguagem camerística com flautas, violões de doze cordas e contrapontos vocais.
  • Arremesso: Destaque progressivo com diálogos instrumentais intrincados e participação especial de Egberto Gismonti no sintetizador.
  • Fantasma da Ópera: Peça teatral e dramática marcante com letra de Geraldo Carneiro, mais tarde também gravada por Olívia Byington.
  • Corsário Satã: Encontro fascinante entre o folk progressivo europeu e o lirismo da música popular brasileira.
  • A Barca do Sol: Faixa-título de encerramento que resume o ecletismo instrumental e poético do grupo carioca.

Evolução sonora

Pioneirismo no tratamento do rock progressivo através de instrumentos puramente acústicos e camerísticos (violoncelo, violino, viola, flauta), enriquecido por texturas percussivas afro-indígenas e sintetizador analógico.

Por que este álbum importa

Obra prima indispensável do folk progressivo sul-americano, revelando a capacidade do rock brasileiro de gerar uma linguagem sofisticada, lírica e profundamente autoral sem recorrer aos clichês do rock pesado anglo-saxão.