Obscure RockMedia Center · 60s & 70s
Capa do álbum Goodthunder do grupo Goodthunder, lançado em 1972
Vinyl LP, Album, StereoÁlbum Único

GoodthunderGoodthunder · 1972

Lançado em 1972 pela Elektra Records (catálogo EKS 75041) e produzido por Paul A. Rothchild (famoso pela produção clássica do The Doors e Janis Joplin), o único LP do Goodthunder é uma joia oculta e um documento essencial da transição do rock psicodélico da Costa Oeste em direção ao Heavy Prog e ao Hard Rock setentista. Com destaque para os teclados de Wayne Cook e a guitarra afiada de David Hanson, o álbum alterna passagens de grande sensibilidade melódica com explosões dramáticas e pesadas.

Ano
1972
Gravadora
Elektra Records
Faixas
8 faixas
Duração
37:50

Faixas do álbum (8)

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Side A

Side B

Destaques musicais

  • P.O.W.: O ápice do disco, iniciando com uma introdução sutil e delicada antes de irromper em um hard rock dramático e devastador, marcado por solos cortantes de guitarra e dinâmica progressiva magistral.
  • Barking at the Ants: Encerramento de quase 7 minutos que mergulha no lado mais psicodélico e experimental do quinteto, sustentado por um riff hipnótico e desenvolvimento instrumental virtuoso.
  • Sentries: Composição histórica lançada previamente como single em 1971 e incluída no sampler da Elektra "New Magic in a Dusty World", sintetizando o equilíbrio melódico e a sofisticação da banda.
  • Home Again: Composição grandiosa de 7 minutos no Lado A que equilibra influências do West Coast Rock, texturas ricas de teclado e arranjos progressivos ambiciosos.

Evolução sonora

O som do Goodthunder sintetiza de forma brilhante o período de transição entre o rock psicodélico californiano do final dos anos 1960 e as vertentes mais agressivas e complexas do Heavy Prog e Hard Rock do início dos anos 70. O órgão Hammond e os sintetizadores de Wayne Cook oferecem estofo harmônico e passagens sinfônicas que dialogam de igual para igual com os riffs incisivos de David Hanson. Faixas como "P.O.W." e "Barking at the Ants" demonstram que, sob a impecável engenharia de som do estúdio Elektra e a lapidação de Paul A. Rothchild, a banda conseguia soar tão visceral e pesada quanto os contemporâneos do proto-metal britânico, mantendo viva a sensibilidade harmônica da Costa Oeste americana.

Por que este álbum importa

Diferente de muitas bandas cults da época que operavam no isolamento de private pressings de 100 cópias, o Goodthunder contou com a chancela de uma das mais importantes gravadoras dos Estados Unidos (Elektra Records), um orçamento de ponta e um dos produtores mais reverenciados da história do rock. O fato de uma obra com essa envergadura ter se tornado um "lost album" e permanecido fora do radar comercial ilustra a riqueza e a saturação criativa do início dos anos 70. O disco sobreviveu como peça obrigatória de colecionadores e pesquisadores, servindo ainda como marco inicial para músicos talentosos que posteriormente brilhariam em grupos como Steppenwolf, Alice Cooper e Player.