Obscure RockMedia Center · 60s & 70s
Capa do álbum A Passion Play do grupo Jethro Tull, lançado em 1973

A Passion PlayJethro Tull · 1973

Sexto álbum de estúdio do Jethro Tull e um dos trabalhos conceituais mais ambiciosos e densos do rock progressivo. Concebido como uma narrativa dramática e teatral contínua, o disco acompanha a jornada póstuma de Ronnie Pilgrim pelo purgatório, pelo inferno e pelo paraíso.

Ano
1973
Gravadora
Chrysalis
Faixas
16 faixas
Duração
45:05

Faixas do álbum (16)

Toque numa faixa para ouvir no player.

Side A

Side B

Contexto histórico

Gravado em março de 1973 no Morgan Studios em Londres com produção de Ian Anderson e Terry Ellis, após as desastrosas e abandonadas sessões nos estúdios Château d'Hérouville na França (as célebres "Château d'Isaster Tapes"). A Passion Play abordou a mortalidade humana, o pós-vida e a moralidade cristã com forte teor teatral. Apesar do ceticismo da imprensa musical britânica na época, o álbum foi um estrondoso triunfo comercial nos Estados Unidos, atingindo o 1º lugar na parada da Billboard 200.

Destaques musicais

  • Critique Oblique
  • The Story of the Hare Who Lost His Spectacles
  • The Foot of Our Stairs
  • Flight from Lucifer

Evolução sonora

Musicalmente, o álbum levou a complexidade métrica e harmônica introduzida em Thick as a Brick a extremos rítmicos ainda mais vertiginosos. Ian Anderson incorporou o saxofone soprano e sopranino ao seu arsenal habitual de flauta e violão, enquanto a interação polimétrica entre a bateria sincopada de Barriemore Barlow, o baixo melódico de Jeffrey Hammond e os sintetizadores e pianos de John Evan estabeleceu algumas das passagens instrumentais mais desafiadoras da discografia do quinteto.

Por que este álbum importa

Consolidou o auge da ousadia do rock progressivo da primeira metade dos anos 1970, culminando em uma gigantesca e inovadora turnê com telões multimídia e esquetes cênicos. A fábula surrealista de interlúdio "The Story of the Hare Who Lost His Spectacles", narrada em tom absurdo por Jeffrey Hammond, tornou-se um dos momentos teatrais mais cultuados e memoráveis da trajetória do grupo britânico.