Obscure RockMedia Center · 60s & 70s
Capa do álbum Os Mutantes do grupo Os Mutantes, lançado em 1968
Vinyl LP, AlbumIcônicos dos Anos 70

Os MutantesOs Mutantes · 1968

Estreia dos Mutantes, lançada pela Polydor em junho de 1968, com arranjos de Rogério Duprat. Psicodelia, ruídos e truques de estúdio misturados a samba, baião e candomblé — o 9º lugar na lista dos 100 maiores discos da música brasileira da Rolling Stone.

Ano
1968
Gravadora
Polydor
Faixas
11 faixas
Duração
36:30

Faixas do álbum (11)

Toque numa faixa para ouvir no player.

Side A

Side B

Contexto histórico

Quando o LP saiu, os Mutantes já estavam no centro da Tropicália: tinham acompanhado Gilberto Gil em "Domingo no Parque" no festival de 1967 e gravado a faixa-título do disco-manifesto "Tropicália ou Panis et Circencis". O álbum foi gravado no começo de 1968, com produção de Manoel Barenbein e arranjos de Rogério Duprat, e abre justamente com "Panis et Circenses", de Gil e Caetano Veloso.

Destaques musicais

  • Panis et circenses — Canção de Gil e Caetano que abre o disco, com arranjo de Rogério Duprat.
  • A minha menina — Samba de Jorge Ben, que participa da gravação.
  • Bat macumba — Candomblé psicodélico, com Gilberto Gil na percussão.
  • Le Premier bonheur du jour — Versão de Françoise Hardy, com a bomba de Flit de Rita Lee.

Evolução sonora

O disco usa o estúdio como instrumento: mudanças de ritmo, guitarras distorcidas, ruídos e até uma bomba de inseticida Flit, que Rita Lee dispara em "Le Premier Bonheur du Jour", versão da canção gravada por Françoise Hardy. A influência dos Beatles e da psicodelia se mistura ao samba em "A Minha Menina", de Jorge Ben (que canta e toca violão na faixa), ao candomblé em "Bat Macumba" e ao baião em "Adeus Maria Fulô". "Tempo no Tempo" é uma versão de "Once Was a Time I Thought", do Mamas & the Papas.

Por que este álbum importa

Redescoberto décadas depois, o disco ganhou fama mundial. A AllMusic o descreveu como mais experimental que qualquer disco das grandes bandas psicodélicas inglesas ou americanas da época. Ficou em 12º na lista dos 50 discos mais "out-there" de todos os tempos da Mojo e em 9º na lista da Rolling Stone dos 100 maiores discos da música brasileira.