Obscure RockMedia Center · 60s & 70s
Capa do álbum Pão Com Manteiga do grupo Pão Com Manteiga, lançado em 1976
Vinyl LP, AlbumÁlbum Único

Pão Com ManteigaPão Com Manteiga · 1976

Único e lendário LP de 1976 produzido por Waldyr Santos. Obra-prima conceitual e imaginativa do rock progressivo paulista que faz uma transição espetacular entre mitos medievais, psicodelia, ficção científica e viagens espaciais pela galáxia de Andrômeda.

Ano
1976
Gravadora
Fórmula / Continental (Catálogo: 1.28.404.004)
Faixas
12 faixas

Faixas do álbum (12)

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Contexto histórico

O Pão com Manteiga gravou seu único LP em 1976, no estúdio Sonima, em São Paulo, com produção de Waldyr Santos e mixagem e masterização de José Antonio, o Zécafi. O disco saiu pelo selo Fórmula, em um momento em que o rock progressivo paulistano já tinha referências como "Snegs" e buscava novos caminhos. A formação reunia Paulo Som (vocais, viola e violão), Johnny (guitarra e vocais), Pierre (baixo e vocais), Gilberto (teclados e banjo) e Edilson Edisol (bateria e efeitos).

Destaques musicais

  • Merlin — Um dos temas medievais que dão o tom fantástico do disco.
  • Micróbio do Universo — O lado de ficção científica do álbum em sua forma mais curiosa.
  • Virgem de Andrômeda — Encerramento espacial do LP.

Evolução sonora

São doze faixas em cerca de 38 minutos, quase todas curtas, o que aproxima o disco mais da canção do que das longas suítes do prog. A instrumentação é o que chama a atenção: viola e banjo convivem com guitarra elétrica, teclados e efeitos de bateria, numa mistura de rock, timbres acústicos e climas espaciais. Os títulos revelam o imaginário do álbum, que vai de lendas medievais ("Merlin", "Cavaleiro Lancelot", "A Feiticeira") à ficção científica ("Micróbio do Universo", "Multi-Átomos", "Fugindo do Planeta", "Virgem de Andrômeda").

Por que este álbum importa

Por muito tempo esquecido, o disco ganhou nova vida em 2019, quando a Polysom lançou uma reedição em vinil de 180 gramas. Hoje é lembrado como um dos exemplos mais curiosos do rock progressivo e psicodélico paulistano da segunda metade dos anos 70, por unir fantasia, ficção científica e instrumentos de raiz brasileira.