Obscure RockMedia Center · 60s & 70s
Capa do álbum Sea Shanties do grupo High Tide, lançado em 1969
Vinyl LP, Album

Sea ShantiesHigh Tide · 1969

Gravado nos Olympic Studios em Londres com produção de Denny Gerrard e lançado em outubro de 1969 pela Liberty Records. Sea Shanties é uma obra-prima sombria do Heavy Psych e Proto-Metal britânico, destacando o duelo entre violino elétrico e guitarras com distorção pesada.

Ano
1969
Gravadora
Liberty Records
Faixas
6 faixas

Faixas do álbum (6)

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Contexto histórico

O High Tide gravou sua estreia entre 2 de junho e 8 de julho de 1969 no Olympic Studios, em Londres. A formação reunia Tony Hill na guitarra e voz, Simon House no violino e órgão, Peter Pavli no baixo e Roger Hadden na bateria. O produtor foi Denny Gerrard, do Warm Sounds, num acordo de troca: ele produzia o disco do High Tide, e a banda o acompanhava no álbum solo dele, "Sinister Morning". As duas gravações chegaram a acontecer ao mesmo tempo. "Sea Shanties" saiu em outubro de 1969 pela Liberty Records, com capa de Paul Whitehead.

Destaques musicais

  • Futilist's Lament — Abertura que apresenta o duelo entre o violino de Simon House e a guitarra de Tony Hill.
  • Death Warmed Up — Mais de nove minutos de peso e improviso, um dos pontos altos do disco.
  • Missing Out — A faixa mais longa do álbum, no lado B.
  • Nowhere — A única música não assinada por Tony Hill, de Roger Hadden e Simon House.

Evolução sonora

O que torna "Sea Shanties" único é o violino elétrico de Simon House usado como instrumento de rock pesado, duelando com a guitarra distorcida de Tony Hill. As faixas são longas e densas, como "Death Warmed Up" e "Missing Out", ambas com mais de nove minutos, e misturam psicodelia, progressivo e um peso que antecipa o heavy metal. Tony Hill assina quase todas as músicas; a exceção é "Nowhere", de Roger Hadden e Simon House, que fecha o disco.

Por que este álbum importa

Na época, a Melody Maker publicou uma crítica arrasadora, mas a imprensa underground elogiou o disco, e as vendas foram suficientes para a Liberty aprovar um segundo álbum. Com o tempo, a reputação só cresceu: a Encyclopedia of Popular Music dá nota máxima, o AllMusic o chama de joia esquecida, e o livro "All Time Top 1000 Albums", de Colin Larkin, o colocou em 5º entre as 50 "joias esquecidas" de todos os tempos. Uma remasterização de 2006 acrescentou cinco faixas, entre demos e sobras de estúdio.