
Vinyl LP, AlbumÁlbum Único
SnegsSom Nosso de Cada Dia · 1974
Gravado em São Paulo com produção de Peninha Schmidt e lançado em 1974 pela gravadora Continental. Obra-prima monumental do Rock Progressivo e Psicodélico brasileiro, destacando a virtuosidade dos teclados e sopros de Manito e as célebres apresentações de abertura dos shows de Alice Cooper no Brasil.
- Ano
- 1974
- Gravadora
- Continental
- Faixas
- 8 faixas
Faixas do álbum (8)
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Contexto histórico
O Som Nosso de Cada Dia se formou em São Paulo por volta de 1970 e chegou ao seu primeiro LP como trio: Manito (Antônio Seixas) nos teclados e sopros, Pedro Baldanza, o Pedrão, no baixo e viola, e Pedrinho Batera na bateria. Manito vinha de Os Incríveis, um dos grupos mais populares da Jovem Guarda, e trouxe para o projeto uma bagagem rara de multi-instrumentista.
"Snegs" foi lançado em 1974 pela Continental, com produção de Pena Schmidt. No mesmo ano, a banda abriu os shows de Alice Cooper no Anhembi, em São Paulo — apresentações que reuniram um público gigantesco e ficaram marcadas pelo tumulto.
Destaques musicais
- Sinal da Paranóia — Abertura de seis minutos que apresenta o domínio dos teclados de Manito.
- Massavilha — Seis minutos de construção instrumental no lado B.
- A Outra Face — Faixa mais longa do disco, com quase oito minutos.
Evolução sonora
O que distingue "Snegs" de outros discos progressivos da época é a quase ausência de guitarra elétrica. O peso fica por conta dos teclados de Manito — órgão Hammond, Minimoog, clavinete e piano —, que ainda toca flauta, sax alto e violino, apoiado por uma cozinha forte de baixo e bateria.
O disco abre com "Sinal da Paranóia", de seis minutos, e fecha com "A Outra Face", de quase oito. A maior parte do repertório é assinada por Paulinho e Pedrão, e a influência do Pink Floyd aparece nas atmosferas longas, misturada a passagens mais enérgicas e a um sotaque próprio, brasileiro.
Por que este álbum importa
"Snegs" é considerado um dos melhores álbuns do rock progressivo brasileiro e aparece em estudos acadêmicos como um dos três discos que definiram a cena progressiva paulistana de 1974. Lançado num momento de pouco espaço para o gênero nas grandes gravadoras, o LP se tornou objeto de culto entre colecionadores no Brasil e no exterior.