
Vinyl LP, Album
Um Passo à FrenteA Bolha · 1973
Lançado em 1973 pela gravadora Continental (SLP 10.102), Um Passo à Frente é o álbum seminal do grupo carioca A Bolha e um dos mais expressivos monumentos do Heavy Progressive Rock e Proto-Prog brasileiro. Representando uma audaciosa transição estética do garage rock da época de The Bubbles para suítes complexas de até 10 minutos, o disco combina o peso do órgão Hammond de Renato Ladeira, guitarras ácidas com fuzz e participações estelares de Luiz Eça (Tamba Trio), Íon Muniz e Tomás Improta.
- Ano
- 1973
- Gravadora
- Continental
- Faixas
- 9 faixas
- Duração
- 50:00
Faixas do álbum (9)
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Side A
Side B
Bonus Track
Contexto histórico
Concebido após os integrantes testemunharem a explosão cultural do Festival da Ilha de Wight em 1970, o disco marcou o desejo manifesto da banda de dar um passo à frente dos bailes e covers em direção à complexidade do rock progressivo internacional, sem perder o calor visceral do rock brasileiro.
Destaques musicais
- Um Passo à Frente: Suíte de abertura com mais de 9 minutos que sintetiza a nova ambição progressiva da banda, intercalando dinamismo rítmico, solos intensos de guitarra e a participação magistral de Luiz Eça no piano elétrico.
- Neste Rock Forever: A grandiosa composição de encerramento com 10 minutos, onde guitarras pesadas, órgão e variações melódicas reafirmam a devoção definitiva do quarteto ao rock pesado setentista.
- Tempos Constantes: Peça intricada e progressiva com grande protagonismo do órgão Hammond e Farfisa de Renato Ladeira, evocando a tradição de Atomic Rooster e Uriah Heep.
- Bye My Friend: Fusão visceral de hard rock e psicodelia com guitarras cortantes de Pedro Lima e linha de baixo pulsante de Lincoln Bittencourt.
- A Esfera: Momento de grande refinamento acústico e melódico enriquecido pela flauta e saxofone de Íon Muniz.
- Sem Nada & 18:30: Históricas faixas do compacto de 1971 que marcaram a transição de The Bubbles para A Bolha, adicionadas como faixas bônus em reedições.
Evolução sonora
Fusão pioneira entre o hard rock setentista anglo-saxão (Deep Purple, Atomic Rooster) e a musicalidade brasileira, alicerçada em uma das cozinhas de órgão Hammond e guitarra mais pesadas da década de 1970 no Brasil.
Por que este álbum importa
Marco histórico de valor inestimável do rock carioca e nacional, conectando o garage rock dos anos 60 à era progressiva dos anos 70 e servindo de trampolim criativo para músicos que logo integrariam o Bixo da Seda e o Veludo.