Obscure RockMedia Center · 60s & 70s
Capa do álbum Weed…! do grupo Weed, lançado em 1971
Vinyl LP, AlbumÁlbum Único

Weed…!Weed · 1971

Único álbum do obscuro projeto germânico Weed, gravado em março de 1971 nos estúdios Windrose em Hamburgo com participação estelar de Ken Hensley (Uriah Heep). Um tesouro do hard rock europeu e do Krautrock pesado, recheado de órgão Hammond trovejante, flautas psicodélicas e riffs cortantes de guitarra.

Ano
1971
Gravadora
Philips
Faixas
6 faixas
Duração
31:19

Faixas do álbum (6)

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Side A

Side B

Contexto histórico

No início dos anos 1970, a cena do rock na Alemanha Ocidental vivenciava uma intensa encruzilhada estilística entre a nascente vanguarda cósmica do Krautrock e o impacto direto do hard rock britânico capitaneado por Deep Purple, Black Sabbath e Uriah Heep. Foi em Bielefeld que se originou o projeto Weed, congregando talentosos músicos da cena alemã — Reinhold Spiegelfeld (baixo), Bernd Hohmann (flauta e vocais), Werner Monka (guitarra), Rainer Schnelle (teclados) e Peet Becker (bateria). O grande catalisador histórico do projeto foi a presença e liderança criativa do lendário multi-instrumentista, tecladista, guitarrista e cantor britânico Ken Hensley, peça motriz e principal compositor do Uriah Heep (e veterano de The Gods e Toe Fat). Em março de 1971, o sexteto entrou nos estúdios Windrose-Dumont Time em Hamburgo com produção de Rainer Goltermann para gravar o LP, lançado no mesmo ano pela conceituada gravadora Philips (catálogo 6305 096).

Destaques musicais

  • Sweet Morning Light — Abertura demolidora conduzida pela voz e órgão Hammond inconfundíveis de Ken Hensley em pleno ápice do hard rock pesado.
  • Lonely Ship — Delicada e atmosférica vinheta de rock progressivo pastoril pontuada pela flauta lírica de Bernd Hohmann.
  • My Dream — Extensa viagem de heavy psych com alternâncias dinâmicas e solos expressivos de guitarra de Werner Monka.
  • Slowin’ Down — Hard rock arrastado e encorpado com forte pegada bluesy e refrão memorável assinado por Hensley.
  • Before I Die — Canção enérgica e urgente com teclados em cascata e levada contagiante.
  • Weed — Faixa-título monumental de mais de sete minutos que encerra o álbum com longas seções de improviso instrumental e densidade Krautrock.

Evolução sonora

A sonoridade de "Weed…!" destaca-se pelo equilíbrio magnético entre a urgência do proto-metal inglês e as atmosferas expansivas do rock progressivo germânico. A abertura com "Sweet Morning Light" é uma aula magistral de hard rock setentista, conduzida pela voz inconfundível e pelas cascatas de órgão Hammond B3 de Ken Hensley, ecoando com vigor o universo sonoro de álbuns clássicos como "Salisbury" e "Look at Yourself". O álbum ganha contornos singulares nas faixas assinadas pelos músicos alemães Hohmann e Monka: "Lonely Ship" insere uma delicadeza pastoral de flauta que dialoga com o progressive folk e o proto-prog; "My Dream" estende-se em densas texturas de heavy psych com solos inspirados de guitarra; e a cadenciada "Slowin’ Down" e a pungente "Before I Die" reafirmam a veia melódica e pesada de Hensley. O ápice do disco chega na monumental faixa-título homônima "Weed", que ultrapassa os sete minutos com longas seções de improvisação instrumental, riffs monolíticos e dinamismo cósmico característico do Krautrock pesado.

Por que este álbum importa

Na cronologia do hard rock e do rock progressivo europeu do início dos anos 70, "Weed…!" ocupa um lugar de honra ao lado de outros cultuados one-album wonders germânicos e britânicos como Epitaph, Night Sun, Lucifer's Friend, Gomorrha, Toe Fat e Warhorse. O álbum documenta uma das raras e preciosas colaborações internacionais de estúdio de Ken Hensley no auge absoluto de sua inspiração e vigor criativo no Uriah Heep. Lançado originalmente com uma capa enigmática que omitia os créditos formais completos dos músicos, o vinil da Philips gerou décadas de especulação e fascínio arqueológico entre colecionadores de todo o mundo. Consagrado como uma obra-prima de peso, melodia e sofisticação timbrística, o disco permanece como uma das relíquias mais veneradas e disputadas do hard rock e do Krautrock setentista.