Obscure RockMedia Center · 60s & 70s
Imagem promocional e capa da banda Weed (1971)

Weed

Mítico projeto obscuro do hard rock germânico e da cena Krautrock do início dos anos 70, formado em Bielefeld. Notabilizou-se pela participação central do multi-instrumentista e compositor britânico Ken Hensley (Uriah Heep) nos vocais, guitarras e teclados, gravando em março de 1971 seu único e cultuado álbum homônimo nos estúdios Windrose-Dumont Time de Hamburgo.

Discografia
1 álbum(ns)
Classificação
Álbum Único
Página do álbum

Sobre a banda

O projeto Weed surgiu na cidade de Bielefeld em 1971, no efervescente caldeirão do nascente rock progressivo e Krautrock da Alemanha Ocidental. O conjunto foi articulado a partir do encontro entre talentosos músicos alemães da cena local — o baixista Reinhold Spiegelfeld, o flautista e cantor Bernd Hohmann, o guitarrista Werner Monka, o tecladista Rainer Schnelle e o baterista Peet Becker — com uma das mentes mais brilhantes e influentes do hard rock britânico da época: Ken Hensley, célebre organista, guitarrista, vocalista e principal compositor do Uriah Heep (e veterano das bandas cultuadas The Gods e Toe Fat). Em março de 1971, o grupo reuniu-se nos lendários estúdios Windrose-Dumont Time, em Hamburgo, sob a produção de Rainer Goltermann, para registrar seu único trabalho. O álbum foi lançado ainda em 1971 pela prestigiada gravadora Philips (catálogo 6305 096). O disco apresentou um impacto sônico impressionante: por um lado, faixas como a visceral abertura "Sweet Morning Light", a encorpada "Slowin’ Down" e a urgente "Before I Die" traziam a marca indelével de Hensley, repletas de seu inconfundível órgão Hammond saturado, guitarra slide cortante e melodias épicas semelhantes às obras-primas do Uriah Heep ("Salisbury" e "Look at Yourself"). Por outro lado, o lado germânico da banda manifestou-se com vigor nas composições de Hohmann e Monka: a etérea e pastoral "Lonely Ship" destacou a flauta melódica, a sinuosa "My Dream" mergulhou em longas passagens de heavy psych, e a monumental faixa-título de encerramento "Weed" estendeu-se por mais de sete minutos de improvisações progressivas e atmosfera lisérgica. Prensado originalmente em tiragem modesta e com uma misteriosa capa que omitia os créditos detalhados dos músicos, o vinil de Weed transformou-se em um dos santos graais mais cobiçados e celebrados do colecionismo mundial de hard rock setentista.

Discografia cronológica (1)

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