Obscure RockMedia Center · 60s & 70s
Imagem promocional e capa da banda Brazilian Octopus (1968)

Brazilian Octopus

Lendário supergrupo instrumental paulistano reunido em 1968 para os espetáculos cênicos da Rhodia. Congregando gênios como Hermeto Pascoal, Lanny Gordin e Olmir Stocker, fundiu samba-jazz, bossa nova e experimentação psicodélica em um único e cultuado álbum de 1969 pela Fermata.

Discografia
1 álbum(ns)
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Álbum Único
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Sobre a banda

O Brazilian Octopus surgiu em São Paulo em 1968, concebido originalmente como um octeto instrumental de elite para atuar nos grandiosos espetáculos cênicos de moda e contracultura promovidos pela indústria têxtil Rhodia. Os eventos contavam com direção musical do maestro Rogério Duprat, direção teatral de Ademar Guerra e a participação de nomes centrais da época, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Raul Cortez e Walmor Chagas. A formação reunia instrumentistas de estatura lendária na música brasileira: Hermeto Pascoal (flauta), Lanny Gordin (guitarra elétrica), Olmir Stocker "Alemão" (violão e guitarra), Cido Bianchi (piano e órgão), Nilson da Matta (contrabaixo), Douglas de Oliveira (bateria), João Carlos Pegoraro (vibrafone) e Carlos Alberto Alcântara (sax tenor e flauta). Dotados de total liberdade de criação e tempo de ensaio para esculpir uma linguagem autoral, os músicos registraram em 1969 seu único e histórico LP homônimo pelo selo paulista Fermata (catálogo FB 257). A proposta estética do grupo distanciou-se do formato tradicional do rock de garagem para desbravar um território sonoro sofisticado e caleidoscópico: uma fusão de samba-jazz, bossa nova e modernismo orquestral permeada por texturas psicodélicas, em grande parte geradas pelos timbres etéreos do vibrafone e pelos solos inventivos de guitarra de Lanny Gordin (que no mesmo período revolucionava a guitarra tropicalista ao lado de Gal Costa e dos Mutantes). O repertório do álbum intercalou peças assinadas por integrantes do conjunto — como a vanguardista "Rhodosando" e "Chayê" (ambas de Hermeto Pascoal) e "Summerhill" (de Pegoraro) — com releituras instrumentais como a emblemática "Momento B/8" (composta com Rogério Duprat e compartilhada no mesmo ano com o grupo Os Brazões) e "Casa Forte" de Edu Lobo. A capa original do LP traz uma célebre curiosidade: ausente na sessão fotográfica por compromissos profissionais, Hermeto Pascoal foi substituído na imagem por um funcionário da agência publicitária. Embora o projeto tenha encerrado suas atividades após o ciclo de apresentações, "Brazilian Octopus" converteu-se em um dos marcos mais disputados do jazz e da música instrumental psicodélica brasileira, celebrado por pesquisadores mundiais e reeditado em vinil audiófilo pela Polysom.

Discografia cronológica (1)

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Para ouvir junto

Bandas que compartilham influências, época ou afinidade estilística com Brazilian Octopus.