Obscure RockMedia Center · 60s & 70s
Imagem promocional e capa da banda Karma (1972)

Karma

Singular trio carioca formado por Jorge Amiden após sua saída de O Terço, ao lado de Luiz Mendes Junior e Alen Cazinho Terra. Com arranjos orquestrais de Arthur Verocai e a célebre "tritarra" (guitarra de três braços) de Amiden, criaram em 1972 um clássico que une rock rural, psicodelia, MPB e proto-progressivo.

Discografia
1 álbum(ns)
Classificação
Álbum Único

Sobre a banda

O Karma surgiu no Rio de Janeiro em 1972, concebido pelo talentoso guitarrista e compositor Jorge Amiden logo após seu desligamento do célebre grupo O Terço em 1971. Buscando novos caminhos acústicos e harmônicos desvinculados do hard rock convencional, Amiden uniu-se a Luiz Mendes Junior (violões e vocais) e Alen Cazinho Terra (baixo acústico e elétrico, violão de 12 cordas e vocais), consolidando um formato de trio acústico-elétrico com densa polifonia vocal. Uma das marcas registradas mais fascinantes do Karma foi a lendária "tritarra", uma guitarra artesanal de três braços projetada pelo próprio Amiden. O instrumento permitia conjugar braços de seis cordas, doze cordas e braço com afinações alternativas sem a necessidade de trocas constantes no palco e no estúdio, gerando uma amplitude de timbres e sobreposições ressonantes inédita na música brasileira de então. Contratados pela conceituada RCA Victor, gravaram seu autointitulado LP de estreia (catálogo 103.0046), lançado em 1972. A produção contou com um elenco estelar de músicos convidados: os maestros e arranjadores Arthur Verocai (que assinou e regeu os primorosos arranjos de cordas e metais) e Ian Guest (ao cravo), os bateristas Gustavo Schroeter e Bill, o gaitista Rildo Hora e o flautista Oberdan Magalhães (posteriormente líder da pioneira Banda Black Rio). O repertório incorporou composições colaborativas notáveis, como "Blusa de Linho" (em parceria com Zé Rodrix) e "Tributo ao Sorriso" (com Sérgio Hinds, seu ex-colega de O Terço). No mesmo período, o grupo defendeu a faixa "Depois do Porão" no prestigiado Festival Internacional da Canção (FIC). Apesar de sua curtíssima trajetória original de pouco mais de um ano, o Karma deixou um legado monumental. Longe do peso ruidoso da distorção, o peso do trio residia na sofisticação melódica, na comunhão com elementos da natureza e na integração orgânica entre rock rural, psicodelia e música barroca. O álbum tornou-se um dos mais cobiçados santos graais da discografia brasileira setentista, recebendo reedições em vinil e consolidando Jorge Amiden e seus companheiros na vanguarda do proto-progressivo nacional.

Discografia cronológica (1)

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Capa do álbum de vinil Karma da banda Karma (1972)
1972

Karma

Karma

GravadoraRCA Victor